ÁREAS DEGRADADAS

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ÁREAS DEGRADADAS
O termo área degradada está associado a ecossistemas alterados, onde ocorreu algum processo de degradação ambiental. Quando o nível de degradação ainda permite que o ambiente se
recupere, ou seja, quando o ambiente mantém sua capacidade de regeneração, considera-se que o ambiente está perturbado e a adoção de medidas intervencionistas pode acelerar o processo de
recuperação ambiental. Já quando a degradação não mais permite a recuperação natural do ambiente, diz-se que o mesmo está degradado, sendo necessárias intervenções para que o mesmo se
recupere (CARPANEZZI et al., 1990; CORRÊA & MELO, 1998).

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis define que “a degradação de uma área ocorre quando a vegetação nativa e a fauna forem destruídas, removidas ou  expulsas; a camada fértil do solo for perdida, removida ou enterrada; e a qualidade e o regime de vazão do sistema hídrico forem alterados. A degradação ambiental ocorre quando há perda de adaptação às características físicas, químicas e biológicas e é inviabilizado o desenvolvimento sócio-econômico” (IBAMA, 1990) 


O termo degradação tem sido associado a efeitos negativos ou adversos causados ao ambiente que decorrem principalmente devido à intervenção do homem, sendo raramente empregado para alterações oriundas de processos naturais (TAVARES, 2008).
Uma área degradada, após o distúrbio, pode apresentar eliminação da vegetação nativa, juntamente com a eliminação da sua capacidade de regeneração biótica (perda do banco de
sementes, perda da camada fértil do solo, entre outros); eliminação ou expulsão da fauna do local; alteração na qualidade da água;alteração no regime hídrico. Nessa situação de degradação, ocorre perda da capacidade de adaptação devido a alterações das características físicas, químicas e biológicas do ecossistema; e a sua recuperação pode não ocorrer ou ser extremamente lenta, requerendo a ação antrópica (SOUZA, 2004).
 




Referências

CARPANEZZI, A. A.; COSTA, L. G. S.; KAGEYAMA, P. Y.; CASTRO, C. F. A. Espécies
pioneiras para recuperação de áreas degradadas: observação em laboratórios naturais. In:
CONGRESSO FLORESTAL BRASILEIRO, 6., 1990. Campos do Jordão.
Anais... São Paulo:
SBS/SBEF, 1990. p.216-221.

CORRÊA, R. S.; MELO, B. F. Ecologia da revegetação em áreas escavadas. In: Corrêa, R. S.;
MELO, B. F.
Ecologia e recuperação de áreas degradadas no Cerrado. Brasília: Paralelo 15,
1998. p.65-99.
 


IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Manual de
Recuperação de áreas degradadas pela mineração
. Brasília: IBAMA, 1990. 96p
  
TAVARES, S. R. L. Àreas degradadas: conceitos e caracterização do problema. In: TAVARES, S.
R. L.
Curso de recuperação de áreas degradadas: a visão da ciência do solo no contexto do
diagnóstico, manejo, indicadores de monitoramento e estratégias de recuperação. Rio de Janeiro:
Embrapa Solos, 2008. 228p.

SOUZA, M. N.Degradação e recuperação ambiental e desenvolvimento sustentável. 2004.
371f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Viçosa. Viçosa, 2004.

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