EXEMPLOS DE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL

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Desmatamento


A retirada da cobertura vegetal, dependendo da intensidade, pode ser considerada uma degradação ou uma perturbação ambiental. Como exemplos mais marcantes desse tipo de degradação, temos o desmatamento de diversos biomas brasileiros como a Mata Atlântica, o Cerrado, a Floresta de Araucárias e a Amazônia, que juntos somam uma área desmatada de mais de três milhões de quilômetros quadrados (PIOLLI et al., 2004).


Incêndios e queimadas

Incêndios provocados, principalmente em áreas de produção agrícola e áreas protegidas, causam grandes prejuízos ao ambiente, provocando grande alteração na composição do mesmo e podendo resultar em degradação. Com a expansão agrícola do último século, houve também o aumento do uso do fogo no processo de preparo da área para o cultivo. Já incêndios naturais são raros, e pesquisas têm demonstrado que os incêndios em florestas na maioria das vezes são provocados pelo homem (PIOLLI et al., 2004).

Além de alterar o microclima, as queimadas causam a rápida decomposição da matéria orgânica do solo causada pela queimada provoca perda de nutrientes, visto que os mesmos são disponibilizados, mas se perdem antes que possam ser absorvidos pelas novas plantas que se estabelecem na área. Além disso, os nutrientes presentes nas cinzas acabam não sendo incorporados ao solo da área, já que o vento e a água carreiam as cinzas com facilidade, resultando no empobrecimento do solo (PIOLLI et al., 2004).

Degradação do solo e erosão 

A remoção de horizontes superficiais do solo também resulta em degradação. Essa remoção pode ser causada, por exemplo, por operações de terraplenagem e apresenta potencial de regeneração natural lento, em alguns casos, mesmo com intervenções de 30 anos, a regeneração natural se mostra quase insignificante (RODRIGUES et al.,2007a).

Regiões que foram exploradas para a extração mineral podem apresentar degradação do solo, sendo normal a ocorrência de problemas como: compactação, aumento da densidade do solo, redução da taxa de infiltração, deficiência de oxigênio, aumento da resistência à penetração de raízes, redução da capacidade de armazenamento de água e redução do teor de matéria orgânica (MOREIRA, 2004). 


A utilização de práticas agrícolas inadequadas e o desmatamento são os principais responsáveis pelos processos erosivos. A erosão, que na maioria das vezes já é resultado de algum processo de degradação ambiental, pode resultar em outros tipos de degradação à medida que se desenvolve, culminando em processos de assoreamento de rios e perda de áreas agricultáveis. Em cidades, a erosão pode provocar sérios prejuízos e desastres causados por deslizamentos de encostas, assoreamento de rios e até mesmo a transmissão de doenças (PIOLLI et al., 2004).

Descarte de resíduos industriais 

As atividades das indústrias geralmente resultam em resíduos que são descartados em áreas de deposição ou lançados em cursos hídricos. Muitas vezes esses resíduos não podem ser decompostos através de processos naturais, e em alguns casos podem conter metais pesados na sua composição, sendo acumulados nos organismos vivos. Quando descartados no solo, esses resíduos formam áreas impróprias tanto para outras atividades humanas quanto para o desenvolvimento da maioria das espécies que naturalmente eram encontradas na região (PIOLLI et al., 2004).


Modelos de agricultura não sustentáveis 

A Revolução Verde resultou em diversos impactos ambientais negativos. No modelo agrícola gerado pela citada revolução, era empregado o uso intensivo de insumos industriais, herbicidas e inseticidas que causam poluição e contaminação ambiental com substâncias tóxicas, além de alterar a composição natural das áreas. Além disso, a prática da monocultura, também adotada nesse modelo, causa a redução da biodiversidade e perda de variabilidade genética das espécies na região, podendo ainda facilitar a ocorrência de processos erosivos (PIOLLI et al., 2004). 

Modelos alternativos, menos impactantes para o ambiente, vêm sendo desenvolvidos. Tecnologias diversas como a permacultura, os sistemas agroflorestais, a agricultura biodinâmica e o controle biológico de pragas já estão disponíveis, assim como os modelos de agricultura orgânica ou agroecológica, que permitem cultivos sustentáveis e rentáveis, com menor impacto ambiental.


Souza (2004) afirma que a partir da introdução do modelo agroquímico e da incorporação de novas tecnologias de manejo do solo e melhoramento genético, foram acompanhadas pelo abuso na utilização de equipamentos pesados, resultando em diversos problemas ambientais como a erosão, a poluição, a proliferação de pragas e doenças por falta de seus inimigos naturais, entre outras sérias alterações no agroecossistema, resultando na maioria dos casos em um processo de degradação ambiental. 

Fonte: 

PIOLLI, A. L.; CELESTINI, R. M.; MAGON, R. Teoria e prática em recuperação de áreas degradadas: plantando a semente de um mundo melhor. Serra Negra: SEMA/Governo do Estado de São Paulo/FEHIDRO, 2004. 55p.

RODRIGUES, R. R.; MARTINS, S. V.; GANDOLFI, S. High diversity forest restoration in degraded areas: methods and projects in Brazil. New York: Science Publishers, 2007b. 286p. 

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